Editorial – N.003 – 21/11/2011

21/11/2011 12:00
EDITORIAL n. 003
.
A terceira edição do Jornal “Qorpus” é dedicada à poesia, ao teatro, ao balé e à ópera.
Destaco, nesta edição, os ensaios de Aurora Bernadini, Helena Tornquist, Maria Aparecida Barbosa e Emilie Sugai. Bernadini fala sobre o teatro de Antônio José, nascido no Brasil, mas que se mudou com a família para Portugal e lá parodiou “o modelo espanhol, italiano, francês e as lendas gregas e as latinas, numa perfeita camuflagem da Lisboa setecentista”, absorvendo “a herança do teatro popular, onde o cômico se insere na sátira política”. O libreto de sua ópera “Vida do Grande D. Quixote de la Mancha e do Gordo Sancho Pança” pode ser lido na janela “Teatro na praia”. Helena Tornquist discute o teatro cômico e as “comédias sérias” de Machado de Assis. O ensaio de Maria Aparecida Barbosa oferece ao leitor um panorama do teatro surrealista, chamando a atenção para o teatro de Iwan Goll. Há que se destacar ainda, nesta edição, o depoimento de Emilei Sugai sobre a homenagem a Kazuo Ohno da qual participou, sob a direção de Antunes Filho.
Outro destaque desta edição é a publicação, na janela “Teatro na praia”, de poemas de Duda Machado, alguns deles compõem seu livro recém-lançado “Adivinhação da Leveza” (Editora Azougue, 2011). Em “… à procura de um autor”, uma entrevista com o poeta, performer e finalista do prêmio Jabuti deste ano, na categoria poesia, Ricardo Aleixo.
O jornal “Qorpus” traz ainda, na janela “… à procura de um autor”, uma entrevista com o premiado diretor Jefferson Bittencourt, que recentemente esteve em Londres com a peça “A galinha degolada” (uma adaptação do conto de mesmo nome do uruguaio Horácio Quiroga).
Em “Teatro na Praia”, uma tradução inédita de “Um entardecer”, de Samuel Beckett, por Ana Helena Souza; o “Ballet Mécanique”, numa apresentação em vídeo, de Fernand Léger; e também uma apresentação em vídeo de uma performance de textos de Roa Bastos, por Luizete Barros.

Ballet Mécanique, Fernand Léger, 1924

Participam desta edição, com ensaios e textos criativos, alunos do curso de Artes Cênicas da UFSC: Jacqueline Kremer, Henrique Zieslinki Furtado, Marcela Trevisan, Priscila Andreza de Souza e Marina Veshagem.

Boa leitura,
Dirce Waltrick do Amarante

=================================================

EDITORIAL – N. 002

O segundo número do jornal “Qorpus” conta com colaborações de estudiosos de diferentes áreas, propondo um importante diálogo interdisciplinar e lembrando que as artes cênicas não são uma área isolada do conhecimento.
Parafraseando uma frase Karl Marx a propósito dos filósofos, as artes cênicas não nascem da terra como cogumelos. São fruto da sua época, do seu povo.
Merece destaque, nesta edição, o ensaio “Cerimonial e anacronismo: Ollantay”, do professor Raúl Antelo (UFSC), autor de importantes trabalhos na área da cultura, com publicações dentro e fora do país. Antelo fala sobre a ópera Ollantay, de Constantino Gaito, que tem como tema a tradicional lenda de Ollantay, “um misto de curaca e amauta, um funcionário do Inca, destacado para atos administrativos e de guerra”. (Janela “Como é”.)
Outro destaque desta edição é a tradução de uma peça em cinco atos de Getrude Stein , “O que aconteceu”, por Luci Collin, professora de língua e literatura inglesa da UFPR, tradutora e estudiosa da obra da escritora norte-americana. (Janela “Teatro na praia”.)
Esta edição também traz um pequeno oratório lírico-dramático, “Duas ou três coisas que eu sei dela”, do poeta, dramaturgo, tradutor e professor de literatura da UFSC, Cláudio Cruz. (Janela “Teatro na praia”.)
Na janela “… à procura de autor”, temos duas importantes entrevistas: a primeira, com o compositor e professor da UNICAMP, especialista em música erudita contemporânea, Silvio Ferraz, dada a Sérgio Medeiros, professor do CCE/UFSC. A segunda é com a secretária de Cultura e Arte da UFSC (SeCArte), Maria de Lourdes Borges, concedida a Jacqueline Kremer, aluna do curso de artes cênicas da UFSC.
Na janela “Como é”, o leitor encontrará o ensaio “Dorotéia: um jogo de espelhos?”, da doutora em literatura comparada pela USP, Maria José Moreira F. França, e uma resenha, assinada por mim, da revista “Folhetim n.29”, um número especial em homenagem ao dramaturgo Nelson Rodrigues.

Esta edição traz ainda, na janela “Teatro na Praia”, três adaptações do conto “Os anões”, da escritora gaúcha Veronica Stigger, por Marina Veshagem, Jacqueline Kremer e Henrique Zieslinki Furtado, ilustradas por Marcela Trevisan, todos alunos da quarta fase do curso de Artes Cênicas da UFSC. Nesta mesma janela, o leitor encontrará um poema de Thiago Santanna, “A queda”, e a leitura de fragmentos do conto “Meu tio Iauaretê”, de João Guimarães Rosa, por Priscila Andreza de Souza. Ambos alunos da quarta da fase do curso de artes cênicas da UFSC.
A “agenda” deste número destaca a reapresentação da festejada peça “A Galinha Degolada”, uma adaptação do conto de mesmo nome do uruguaio Horacio Quiroga, dos grupos catarinenses “Persona” e “Teatro em Trâmite”, com direção de Jefferson Bittencourt. A reapresentação será em setembro, no Teatro da Ubro.
Não deixe de conferir, ainda, a janela “Boca de Ouro”, que traz comentários a respeito das edições do jornal e da vida acadêmica.

Boa leitura,

Dirce Waltrick do Amarante