Qorpus
  • EDITORIAL N. 019 – 13/12/2015

    Publicado em 13/12/2015 às 15:33

    EDITORIAL N.019

     

    Nesta edição, a última de 2015, o jornal “Qorpus” encerra um ciclo. Como nas edições anteriores, este número traz novos textos em todas as seções do jornal:

    — Na janela “Como é”, destacamos um ensaio sobre Raduan Nassar, de Bertold Zilly.

    — Na janela “Teatro na Praia”, o leitor encontrará um texto criativo de Luci Collin e poemas de Zbigniew Herbert, na tradução de Piotr Kilanowski.

    — Na janela “…à procura de autor”, oferecemos uma antológica entrevista com o dramaturgo Eugène Ionesco.

    — Na “Agenda Cultura”, o leitor lerá um artigo sobre a jovem poesia brasileira, com destaque para o novo livro de Leonardo Galdolfi.

    Pierre Huyghe, "Untilled", 2011-12

    Pierre Huyghe, “Untilled”, 2011-12

    Na sua próxima edição, a sair em março de 2016, o jornal “Qorpus” contará com a colaboração da professora doutora Maria Aparecida Barbosa, da UFSC, como coeditora.

    Dentre outras alterações editoriais, o jornal “Qorpus” publicará, em 2016, exclusivamente artigos e textos de professores e alunos de pós-graduação, assumindo, assim, um viés mais acadêmico.

    O jornal não encerrará, porém, o espaço destinado à criação: continuará publicando textos de autores relevantes, além de valorizar cada vez mais a relação entre pesquisa e experimentação, em nível de pós-graduação.

     

    Pierre Huyghe, "Untitled" ("Human Mask"), 2014. HD vídeo, 19 minutos.

    Pierre Huyghe, “Untitled” (“Human Mask”), 2014. HD vídeo, 19 minutos.

    As ilustrações deste editorial são do artista francês Pierre Huyghe, que estará na próxima bienal de São Paulo.

     

    Pierre Huyghe, "Untilled", 2011-12

    Pierre Huyghe, “Untilled”, 2011-12.

    https://www.youtube.com/watch?v=CyXy7Aok_WM 

     

    Boa Leitura,

    Dirce Waltrick do Amarante;

    Sérgio Medeiros


  • EDITORIAL N.018 – 22/09/2015

    Publicado em 21/09/2015 às 20:53

    Editorial N.018

     

    Nesta edição de primavera, o jornal “Qorpus” atualiza, como faz a cada três meses, todas as suas seções, oferecendo aos leitores novos textos e imagens.

    Na seção “Como é”, os leitores encontrarão uma diversificada amostra de ensaios e resenhas que falam de autores brasileiros e estrangeiros: Wislawa Szymborska, Witold Gombrowicz, Paulo Leminski, Gertrude Stein, Cruz e Sousa, Carlito Azevedo, Marcelo Ariel, Eugène Ionesco. Assinam esses textos vários ensaístas, como Piotr Kilanowski, Eneida Favre e Raquel Wandelli, entre outros.

    "Quatro Santos em Três Atos", de Gertrude Stein, por Robert Wilson

    “Quatro Santos em Três Atos”, de Gertrude Stein, por Robert Wilson

    https://www.youtube.com/watch?v=sXINp5iuUyw

    Na seção “Teatro na Praia”, os leitores lerão a tradução inédita de um texto de Witold Gombrowicz, assinada por Marcelo Paiva de Souza. Também conhecerão a novíssima poesia concreta do artista plástico Cláudio Trindade, além de outros textos literários (poemas , crônicas e contos), de diferentes escritores contemporâneos.

    Obra de Cláudio Trindade

    Obra de Cláudio Trindade

    Na seção “’… à procura de autor’”, oferecemos uma oportuna entrevista com o professor e ensaísta Jorge Schwarz sobre o percurso das vanguardas.

     

    Na agenda cultura, um texto em homenagem aos 150 anos de “Alice”.

    Ilustração de Adriana Peliano

    Ilustração de Adriana Peliano

    Boa Leitura,
    Dirce Waltrick do Amarante
    Sérgio Medeiros


  • EDITORIAL N.017 – 01/06/2015

    Publicado em 30/05/2015 às 15:06

    Editorial N.017

    Nosso jornal chega à sua edição de junho propondo, na “Agenda Cultural”, uma comemoração on-line do Bloomsday 2015: o leitor lerá, nessa seção, a tradução inédita de um texto de James Joyce – uma carta que ele escreveu à sua benfeitora, Miss Weaver, quando compunha “Ulisses”; ouvirá uma gravação de “roaratorio”, de John Cage; e a leitura das páginas finais do capítulo VIII, de “Finnegans wake”, por James Joyce

    James Joyce

    James Joyce

    Na seção “Como é”, o leitor encontrará uma diversificada amostra de ensaios e resenhas, sobre vários autores brasileiros e estrangeiros: Herberto Helder, Jerzy Ficowski, Luiz Costa Lima, Adorno, Chklóvski, Laís Correa de Araújo, Gombrowicz, Edward Gorey, Trisha Brown e Nuno Ramos. Assinam esses textos vários ensaístas, como Claudio Alexandre de Barros Teixeira, Thiago Castañon, Eneida Favre, entre outros.

    Ilustração de Edward Gorey

    Ilustração de Edward Gorey

    Na seção “’… à procura de autor’”, oferecemos ao leitor uma oportuna entrevista com a poeta, tradutora e ensaísta Paula Glenadel, que recentemente publicou um instigante livro de pós-crítica sob o título “Rede”.

     

    Escultura de Reiner Ruthenbeck

    Escultura de Reiner Ruthenbeck

    Na seção “Teatro na Praia”, o leitor lerá as traduções inéditas, assinadas por Piotr Kilanowski, Luci Collin e Ellen Maria Martins de Vasconcellos, de poemas de autores como Jerzy Ficowski, Adrian Henri, Roger McGough, Brian Patten e Bem Lerner, além de uma crônica em homenagem a Mario de Andrade, de Raquel Naveira, e criações verbais de Fellipe Lee e Shasça Milk.

    Boa Leitura,
    Dirce Waltrick do Amarante
    Sérgio Medeiros


  • EDITORIAL N.016 – 07/03/2015

    Publicado em 07/03/2015 às 14:03

    EDITORIAL N.016

    Neste mês de março, estamos lançando o primeiro número de 2015 do nosso jornal on-line “Qorpus”, com um ensaio do escritor e jornalista alemão Hans Christoph Buch sobre os limites da literatura, e dois artigos do ensaísta e professor da Universidade de Buenos Aires Gonzalo Aguilar, um sobre a tradução e o outro sobre a política na poesia concreta brasileira.

    Poema de Décio Pignatari

    Poema de Décio Pignatari

    Nessa mesma janela, um texto de Aurora Bernardini sobre a arte da memória. Valteir Vaz escreve sobre as assimetrias na linguagem de “Meu tio o Iauaretê”. Ainda nessa janela, uma resenha do livro “A função da crítica”, de Bárbara Heliodora, Jefferson Del Rios e Sábato Magaldi. Por fim, um ensaio do professor da UFPR Piotr Kilanowski sobre a poesia do polonês Czesław Miłosz.
    Em “… à procura de um autor”, o “Qorpus” oferece uma longa e instigante entrevista com o escritor e professor da UFRJ Evando Nascimento.

     

    Na janela “Teatro na Praia”, o destaque é o fragmento de um texto ficcional inédito, “O encontro”, do escritor e crítico Luiz Costa Lima.

    Jeff Koons

    Jeff Koons

    Nessa mesma seção, uma seleção de poemas de Czesław Miłosz, na tradução de Piotr Kilanowski; e a tradução de poemas do ativista político norte-americano Amiri Baraka, assinada pela poeta e professora da UFPR Luci Collin.

    Na agenda cultural, o destaque é a retrospectiva da obra da performer Marina Abramovic, entre os dias 10 de março e 10 de maio, no SESC Pompeia, em São Paulo.

    Marina Abramovic

    Marina Abramovic

    Boa leitura,
    Dirce Waltrick do Amarante e
    Sérgio Medeiros

     

     


  • EDITORIAL – N.015 – 04/12/2014

    Publicado em 04/12/2014 às 16:19

    EDITORIAL N.015

     

    No seu último número de 2014, o jornal “Qorpus” homenageia três grandes poetas: Augusto de Campos, Wisława Szymborska e V. Ramakrishnan.

    Em outubro deste ano, foi inaugurada na Document Art Gallery, em Buenos Aires, com curadoria de Gonzalo Aguilar, a primeira exposição na Argentina totalmente dedicada ao brasileiro Augusto de Campos, sob o título “Despoesia”. Foi um grande sucesso, que atraiu, na inauguração, os artistas mais importantes do país, entre eles o poeta Arturo Carrera.

    Na janela “Como é” (à esquerda deste editorial), o leitor lerá um artigo inédito de Gonzalo Aguilar, professor da Universidade de Buenos Aires, sobre alguns aspectos cruciais da obra de Augusto de Campos.

    "Lixo", Augusto de Campos

    “Lixo”, Augusto de Campos

    Na janela “Teatro na praia”, o leitor encontrará a tradução de versos da poeta polonesa Wisława Szymborska, ganhadora do Prêmio Nobel, vertidos para o português pelo seu compatriota radicado no Brasil Piotr Kilanowski, e a primeira antologia em português de um poeta do sul da Índia que escreve tanto em inglês quanto na sua língua regional: V. Ramakrishnan. Seus poemas foram trazidos ao Brasil pelo crítico e professor Márcio Seligmann-Silva, que, em setembro deste ano, durante um congresso na China, conheceu o referido poeta, que é também professor universitário. As traduções são assinadas por Aurora Bernardini.

     

    Também oferecemos aos leitores, neste número de final de ano, na janela “Como é”, ensaios sobre assuntos variados (Bertold Brecht, arte e acaso, Werner Herzog, E.E. Cummings, Gottfried Benn, entre outros), assinados por talentosos pesquisadores brasileiros; e uma entrevista em “portunhol” com o desenhista, escultor e escritor Nuno Ramos, na janela “… à procura de autor”.

    "Ópera dos Três Vinténs", de Bertold Brecht, direção Bob Wilson

    “Ópera dos Três Vinténs”, de Bertold Brecht, direção Bob Wilson

    Na seção de textos criativos, “Teatro na praia”, os destaques são alguns poemas de Jussara Salazar e uma crônica de Raquel Naveira.

    Na seção “Como é”, temos o prazer de disponibilizar um vídeo inédito que documenta a homenagem a Marina Abramović que os alunos do Curso de Artes Cênicas realizaram na UFSC, durante quase seis horas, no último mês de novembro.

    Tributo a Marina Abramovic, UFSC

    Tributo a Marina Abramovic, UFSC

    Na “Agenda Cultural”, destacamos a grande exposição de obras cubistas em Nova York, que se encerrará em fevereiro de 2015.

    "Head of a Man" (1912) , Pablo Picasso

    “Head of a Man” (1912) , Pablo Picasso

    Boa leitura,

    Dirce Waltrick do Amarante e

    Sérgio Medeiros
     


  • EDITORIAL – N.014 – 12/09/2014

    Publicado em 12/09/2014 às 17:29

    EDITORIAL N.014

     

    Neste mês de setembro, oferecemos aos leitores um novo número do nosso jornal on-line, “Qorpus”, com textos inéditos. Na janela “Como é”, a literatura polonesa é o grande destaque: o professor de literatura polonesa Piotr Kilanowski, da UFPR, fala sobre a obra de Stanisław Lem e de seus textos de ficção científica; já o pesquisador Luiz Carlos Budant aborda a obra de Bruno Schulz.

    Desenho de Bruno Schulz

    Desenho de Bruno Schulz

    Nessa mesma janela, os leitores encontrarão ensaios sobre diversos temas: a última performance de Marina Abramovic (“512 Hours”); a poesia sonora em Antonin Artaud; a fotografia e o teatro do absurdo. Também integram essa seção duas resenhas de livros de poesia e de dança. “Como é” traz ainda uma longa e densa reflexão sobre animalidade, de Raquel Wandelli Loth.

    Klara Kristalova

    Klara Kristalova

    Em “… à procura de um autor”, o “Qorpus” entrevista o poeta e tradutor francês Jacques Demarcq, autor do premiado “Les Zozios” e tradutor de E.E. Cummings, Gertrude Stein, entre outros autores vanguardistas.

    Jacques Demarcq

    Jacques Demarcq

    Na janela “Teatro na Praia”, o destaque é a peça “Nijinsky – Minha loucura é o amor da humanidade”, de Gabriela Mellão, que estreou no mês passado em São Paulo e vem merecendo a aclamação do público e da crítica. Esta janela também traz um conto divertido de Stanisław Lem, na tradução de Piotr Kilanowski.

    Nijinsky – Minha loucura é o amor da humanidade

    Nijinsky – Minha loucura é o amor da humanidade

    Finalmente, essa seção contém uma releitura da peça “Toda tarde”, de Gertrude Stein, sob o título “Toda sexta”.

    Na agenda cultural, o destaque é a peça “Nijinsky – Minha loucura é o amor da humanidade”, que ficará em cartaz no Sesc Belenzinho, em São Paulo, até o dia 21 de setembro.

     

    Boa leitura,

    Dirce Waltrick do Amarante e

    Sérgio Medeiros


  • EDITORIAL – N.013 – 01/06/2014

    Publicado em 01/06/2014 às 19:21

    EDITORIAL N.013

    Na janela “Como é”, os destaques desta edição são o ensaio da professora, pesquisadora e tradutora Myriam Ávila sobre a atualidade do estranhamento de Chklovski; e o do poeta e tradutor Claudio Willer sobre o surrealismo no Brasil.

    “A lâmpada do filósofo” (1936), René Magritte

    Nessa mesma janela, outros ensaios falam de dança contemporânea, de performance, do teatro de Erik Satie e de Samuel Beckett, da literatura de Edward Gorey, do papel do poeta no romance e de tradução.

    “Grafia” (1962), Xul Solar

    Em “… à procura de um autor”, o “Qorpus” entrevista Claudio Willer, que fala sobre surrealismo e poesia. O jornal traz ainda uma entrevista com o diretor catarinense Jefferson Bittencourt e com o tradutor e professor José Roberto O’Shea: ambos falam sobre Shakespeare e “Otelo”.

    “Otelo” encenado em Londres em 1930

    Na janela “Teatro na Praia”, o leitor lerá a peça “Not I”, de Samuel Beckett, na tradução inédita de Lauro Baldini; e conhecerá a poesia de Szymborska e Brodskii, na tradução de Piotr Kilanowski. Essa janela também traz uma breve antologia de poemas de Claudio Willer, além de um poema de Luci Collin e um balé de Sérgio Medeiros, que explora a estética do butô.

    James Joyce e Samuel Beckett

    Na agenda cultural, o destaque é o Bloomsday de Florianópolis, festa anual em homenagem ao escritor irlandês James Joyce, que acontecerá no dia 16 de junho na sede da Aliança Francesa.

    Boa leitura,
    Dirce Waltrick do Amarante e Sérgio Medeiros


  • EDITORIAL – N. 012 – 15/03/2014

    Publicado em 14/03/2014 às 17:37

    EDITORIAL N.012

    Na janela “Teatro na praia” (à esquerda da tela), o destaque desta edição é a peça As quatro meninas (1948), de Pablo Picasso, na tradução de Ivo Barroso. Nesta mesma janela, oferecemos um conto do livro Ensaio sobre o entendimento humano, vencedor do Prêmio Paraná de Literatura de1913, de Caetano Galindo.

    “Infanta Margarita María”, série “As Meninas”, de Pablo Picasso, França, 1957.

    Em “… à procura de um autor”, Qorpus entrevista a dançarina e atriz inglesa Valda Setterfield e o escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder.

    Valda Setterfield e Merce Cunningham

    http://www.youtube.com/watch?v=lQ0q4iUqDUk

    Na janela “Como é”, entre outros textos, um ensaio de Ana Helena Souza sobre “A tradução selvagem de Thomas Carlyle: Sartor Resartus”; e um artigo de Marina Veshagem sobre o nonsense em Erik Satie.

    Na agenda cultural, destacamos o artista britânico Tino Sehgal, que estará no Rio e em São Paulo nos meses de março e abril, apresentando performances.

    Tino Sehgal

     

    Boa leitura,

    Dirce Waltrick do Amarante

    Sérgio Medeiros


  • EDITORIAL – N.011 – 16/12/2013

    Publicado em 15/12/2013 às 12:18

    EDITORIAL N.011

    Na janela “Como é”, o destaque desta edição é o ensaio da professora Myriam Ávila, “Tropeçar em poesia: um alerta”, sobre a “dificuldade” de se conviver com a poesia.

    Nessa mesma janela, ensaios sobre dança, etnopoética, corpo, teatro e tradução de peças teatrais.

    Em “… à procura de um autor”, Moacir Loth entrevista o antropólogo Rafael José de Menezes Bastos.

    Na janela “Teatro na Praia”, a culinária futurista italiana, na tradução de Aurora Bernardini; e na minha tradução, o conto “O elefante e a borboleta”, de E. E. Cummings.

    Também nessa janela duas peças de alunos do curso de artes cênicas: “O espelho” e “Um homem”, de Ronaldo Pinheiro Duarte, e “Sussuro”, de Eduardo Marques Alexandre, além de uma crônica de João Henrique Fidelis Fernandes.

    Na agenda cultural, destaque para a exposição de “Infinite Obsession” (Obsessão Infinita), da artista japonesa Yayoi Kusama, que volta em 2014 para o Brasil.

    Yayoi Kusama

    http://www.youtube.com/watch?v=Wq0LXh3sais

    Para encerrar este ano e aproveitando que o Natal se aproxima, “Qorpus” perguntou a alguns colaboradores qual livro eles dariam de presente. Confiram abaixo as indicações.

    Edward Gorey

    — Alexandre Fernandez Vaz, professor do PPGE e do DICH, ambos da UFSC, e pesquisador do CNPq.

    Eu daria Nu, de botas, livro de Antonio Prata, com crônicas memorialísticas sobre a infância. Seria um belo presente pela precisão retórica que o adulto alcança ao mimetizar os impulsos da criança. Com muita ficção, como convém à memória, o livro é um conjunto de interpelações ao passado em que o melhor da vida dos pequenos e da narrativa sobre ela não deixa de emergir: o espanto. Faz um par interessante e meio atravessado com “Infância berlinense: 1900”, de Walter Benjamin, também publicado neste ano, em linda tradução de João Barrento.

    — Alexandre Nodari, editor da Cultura e Barbárie (www.culturaebarbarie.org).

    Sem dúvida, O suplício do Papai Noel, de Claude Lévi-Strauss, por nos ajudar a entender o “ritmo duplo de solidariedade acentuada e de antagonismo exacerbado” que percebemos em qualquer ceia natalina, familiar ou profissional. Papai Noel vive sob o signo de Saturno e toda cerimônia de presentes é também um potlach, ritual de destruição.

    — Berthold Zilly, professor de literatura latino-americana e tradutor.

    Antonio Callado. Esqueleto na Lagoa Verde. Ensaio sobre a vida e o sumiço do Coronel Fawcett. São Paulo: Companhia das Letras, 2010, 160 pgs. [1a edição 1953].
    Esta reportagem sobre um mito duplo — a cidade perdida na selva do Mato Grosso, e o pesquisador perdido em sua busca — não perdeu nada, nos 60 anos desde sua estreia, de sua qualidade informativa, reflexiva e estética. Pois discute, sempre numa escrita precisa, elegante, irônica, questões centrais da história e da sociedade brasileira, do destino das populações indígenas, da pesquisa geográfica, histórica e antropológica, do poder da mídia, do imperialismo e neo-colonialismo inclusive nas ciências, mas também da condição humana em geral: os limites e as contradições da civilização, do desenvolvimento, das verdades epistemológicas e éticas. Uma magistral desconstrução de uma história de aventuras e de um caso policial que gerou um belíssimo ensaio humanista, entre cético, melancólico e poético.

    — Caetano Waldrigues Galindo, professor de história da língua portuguesa na UFPR e tradutor literário. Traduziu, entre outros, Ulysses, de James Joyce, que ganhou vários prêmios de tradução.

    Ana Kariênina. Só fui ler esse ano (vergonha!), mas é simplesmente sensacional. Bela tradução, belo projeto gráfico, um volume pra guardar e um livro pra não esquecer. Uma aula de romance.

    — Clélia Mello, professora do curso de cinema da UFSC e cineasta.

    Livro que darei no Natal: Klaxon em revista (Cosac).

    De mim.

    Para mim.

    Edição facsimilar da primeira revista modernista brasileira Klaxon foi lançada em São Paulo um pouco antes da Semana de Arte Moderna e circulou mensalmente entre maio de 1922 a janeiro de 1923.

    — Patricia Peterle, professora de literatura italiana, ensaísta e tradutora.

    A Coisa Perdida – Agambem comenta Caproni (Editora UFSC). Caproni é um dos grandes nomes da poesia italiana do século XX. É da mesma geração de Vittorio Sereni, Pier Paolo Pasolini e Giorgio Agamben, todos seus amigos.  A sua linguagem arquitetural propõe, ao mesmo tempo, um diálogo e uma infração com a tradição, basta pensar no uso do enjabement e nas soluções adotadas para a forma do soneto, ou ainda, nas experimentações mais radicais de Res Amissa, que empresta o título à coletânea brasileira. A cesura, elemento também da existência, faz parte da escritura caproniana. Poeta singular/plural, em seus versos arte e pensamento fazem parte da mesma moeda. A ceura, elemento também da existência, faz parte da escritura caproniana.

    — Sandra M. Stroparo, professora de Teoria Literária e Literatura Brasileira na UFPR e tradutora literária.

    Carlos Drummond de Andrade: Poesia 1930-1962. Porque Drummond é incontornável e a edição dos poemas está muito caprichada.

    — Sérgio Medeiros, poeta, tradutor e professor da UFSC, pesquisador do CNPq.

    Sem dúvida nenhuma eu daria de presente de Natal Os sonhos teus vão acabar contigo, do escritor russo Daniil Kharms. O livro, traduzido por Aurora Bernardini, Moissei Mountin e Daniela  Mountin e publicado recentemente, reúne prosa, poesia, teatro e crítica, tudo escrito com humor impagável que deságua no nonsense e no absurdo.

    Wesley Collyer, presidente da Academia Catarinense de Letras e Artes (www.acla.org.br).

    O livro dos abraços, de Eduardo Galeano. A memória do autor, e de certa forma a da América Latina, é contada em forma de pequenos momentos – minicrônicas – que emocionam. Um pequeno (por ser edição de bolso) grande livro.

     

    Boa leitura,
    Dirce Waltrick do Amarante


  • EDITORIAL N. 010 — 29/09/2013

    Publicado em 29/09/2013 às 14:58

    EDITORIAL N.010 

    Na janela “Como é”, os destaques desta edição são os ensaios: “Autonomia, pós-autonomia, an-autonomia”, no qual a professor Raul Antelo discute temas candentes contemporâneos na área da estética e da política; “O teatro do absurdo de Daniil Kharms”, de Aurora Bernardini, sobre a obra do escritor russo, precursor de “‘gigantes’ como Ionesco e Samuel Beckett”.

    James Turrell, “The light inside”

    Nessa mesma janela, recomendo ao leitor os ensaios de Alexandre Nodari sobre censura; o de Telemakos Endler sobre a peça “Um dia qualquer”, de Julia Spadaccini; uma breve análise do conto “O velho”, de Verônica Stigger, por Ana Carolina Cunha da Conceição e Eduardo Marques Alexandre. Ainda nesta janela, alunos de artes cênicas debatem sobre a obra de Nelson Rodrigues. Por fim, um ensaio sobre a última performance/instalação do artista norte-americano Paul McCarthy.

    Paul McCarthy, “WS”

    Em “… à procura de um autor”, Carolina Volpi entrevista Tânia Garcia, Paula Wenke e Mariana Lessa, que trabalham com teatro para deficientes visuais, mas não só para eles. Na janela “Teatro na Praia”, duas peças curtas do russo Daniil Kharms, na tradução de Daniela Moutin; a tradução inédita, de minha autoria, da peça “A cantora careca”, do dramaturgo romeno, naturalizado francês, Eugène Ionesco.  Dois poemas inéditos do livro “Viagens e passeios às Ilhas”, de Sérgio Medeiros.

    Henri Rousseau, “L’enfant aux rochers”

    Na agenda cultural, destaque para dois pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina: o Prof. Raul Antelo recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Cuyo, Argentina; e Alexandre Nodari, doutor pela UFSC, vence o Prêmio Bunge na categoria juventude – Crítica Literária

    Boa leitura,
    Dirce Waltrick do Amarante